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| Friday | 21 November |
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| Dois ótimos projetos para o Juventus |

Por pior que ande a situação pelos lados do João Marcatto, existe um fator que nunca pode ser desprezado: a paixão dos torcedores pelo GE Juventus. Essa paixão levou dois acadêmicos da UNERJ a elaborarem seus trabalhos de conclusão e curso tendo o Juventus como tema.
Quem primeiro apresentou seu trabalho foi Mariane Vieira, formanda em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, criadora o programa SPORTO, que tem como objetivo cadastrar todos os jogos da história do Clube e mesclar dados.
Assim vai ser possível saber qual atleta fez mais gols em uma única partida, a maior goleada já aplicada pelo tricolor, o maior público pagante do Estádio João Marcatto, o jogador mais disciplinado e o mais indisciplinado a vestir a camisa grená, quem atuou por mais partidas, entre outras informações.
Já Rafael Michalak, formando de Arquitetura e Urbanismo, foi ainda mais longe. Remodelou completamente o Estádio João Marcatto, adequando o espaço às mais modernas regras de segurança e conforto. Como resultado, temos estes lindas projeções em três dimensões do que, futuramente, pode ser a Arena Tricolor.
Não precisa nem dizer que ambos foram aprovados, com louvor!


Observação:
Quando defendo neste espaço que a torcida pode ajudar o Clube de diversas formas, surgem estes dois exemplos para dar veracidade ao que digo. E repito, o Sócio-Torcedor não é a salvação do Juventus, mas sim o planejamento a curto, médio e longo prazo, em cenários otimistas, pessimistas e moderados!
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Henrique Porto -
13:17:02 |
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| Perolo, o goleiro que adorava vencer |
Por Julimar Pivatto

Na década de 70, os apaixonados por futebol na região haviam ouvido falar das proezas de um goleiro do Botafogo de Pomerode. Todos diziam que Rolando Wachholz Filho, o Perolo, pegava tudo. O então técnico do Juventus, Hélio Rosa, pegou o fusca amarelo que tinha e, junto com Renatão, foi até a cidade mais alemã do Brasil para buscar o goleiro, que vivia com a família desde que nasceu.
Ficou no Juventus até o time ser desativado e decidiu ir para o salão. “A paixão dele sempre foi o futebol”, disse a filha Alessandra. Os amigos da época adoram lembrar dele. “Era um grande amigo. Ficamos juntos no apartamento aqui, tentamos a sorte no Figueirense. Até hoje sempre levo uma flor para ele, quando posso”, declarou o ex-lateral Renatão.
“O Perolo era uma pessoa que adorava vencer. E ficava nervoso quando perdia. Por isso, nós o tínhamos como um líder dentro do campo, pois ele nos instruía a todo o tempo. Fora de campo era uma pessoa muito boa”, lembrou o ex-meia Moa Garcia, que lembrou de um fato curioso, quando já estavam nas quadras de futsal. “Jogamos os Jasc de 1986, em Joinville, e perdemos a chance de ir para a final depois de sermos derrotados por 1×0 por Concórdia. O Perolo foi um dos que mais sentiu”, lembrou.
Depois que deixou o Juventus, trabalhou no Unibanco, no Besc e na Javel. Casou em Jaraguá do sul e teve três filhos. Em 1995, teve de deixar o futebol em decorrência de um derrame. Perolo faleceu em 15 de julho de 2001, deixando saudade a todos os familiares, amigos e amantes do futebol e futsal.

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Henrique Porto -
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| Thursday | 20 November |
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| Renatão, importante em dois momentos distintos |
Por Julimar Pivatto

O lateral-esquerdo Renatão viveu duas situações distintas no Juventus. Natural de Crissiumal (RS), ele chegou aqui em fevereiro de 1977, depois de não ter tentado, sem sucesso, se firmar nos testes de Coritiba, Atlético-PR e Joinville. “Tinha muito lateral nestes times e estava demorando pra eu conseguir me firmar”, comentou.
Renatão chegou numa terça-feira e, no dia seguinte, já enfrentou o Carlos Renaux, de Brusque, em um amistoso. Marcou o melhor jogador deles e saiu de campo como o melhor da partida, assinando o contrato logo em seguida. Ficou seis meses, depois foi para Figueirense, Palmeiras (Blumenau) e encerrou a carreira no Marcílio Dias.
Teve propostas para jogar no Vasco e Botafogo do Rio de Janeiro, mas preferiu ficar porque a esposa estava grávida na época. “O emocional pesou muito”, resumiu o ex-jogador. Em 1980 voltou para Jaraguá do Sul e começou a trabalhar na Prefeitura, onde está até hoje. Deixou o futebol profissional com apenas 23 anos. “Fiz pela minha família e não me arrependo disso”, comentou Renato.
Durante a década de 80, jogou no futebol amador da região, fazendo história no Botafogo da Barra do Rio Cerro, onde foi campeão regional quatro vezes e vice estadual. Em 1991, o Juventus retomou as atividades do futebol profissional e, junto com Toto, foi um dos selecionados entre os amadores que fizeram teste.
Foi titular da equipe que levou de volta o Moleque Travesso para a elite do futebol catarinense. “Me lembro até hoje quando voltamos de Concórdia com a classificação, que desfilamos em cima do caminhão de bombeiro”, lembrou.

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Henrique Porto -
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| Wednesday | 19 November |
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| Juquinha, dos gramados para as quadras |
Por Julimar Pivatto

Ele fez história no campo e também no futsal. José Roberto Bittencourt chegou em Jaraguá do Sul, vindo de Florianópolis, em 1972, para disputar o Campeonato Estadual com o Baependi.
Dois anos depois, Juquinha, que atuava de cabeça de área, meia e zagueiro, teve seu passe comprado pelo Juventus, que estrearia na Primeira Divisão do Catarinense em 1974. “Foi uma história engraçada, porque todo mundo fala que a negociação foi alta e eu não recebi nada”, lembrou.
Uma das histórias mais curiosas contadas por Juquinha foi em 13 de junho de 1976, em jogo válido pelo returno do Estadual. “Jogamos em casa contra Palmitos e vencíamos por 3×0. Mas tomamos a virada e perdemos de 4×3. No outro dia a torcida nos mandou um monte de palmito”, contou, aos risos.
Juquinha ficou no Juventus até 1980 e, depois que o clube se desligou do campeonato catarinense, partiu para o futsal. Foi um dos maiores craques que Jaraguá do Sul viu nas quadras, além de ter sido um grande treinador também.
Hoje ele aguarda a aposentadoria do Banco do Brasil, onde trabalha há 34 anos. E explica porque escolheu Jaraguá do Sul para viver. “Esta é uma cidade de primeiro mundo. Pode pedir para jogadores como Lenísio, com quem converso sempre e que viveu na Espanha, que ele confirma isso. Me orgulho muito de estar aqui”, comentou.
E o jaraguaense se orgulha de conviver com histórias como estas.

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Henrique Porto -
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| Tuesday | 18 November |
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| Pra cima deles, Aldinho |
Por Julimar Pivatto

Se o famoso narrador da Rede Globo de Televisão tivesse acompanhado os jogos do Juventus na década de 70, teria criado antes este bordão. Aldo Roncaglio, ou simplesmente Aldinho, chegou no Juventus em 1975 e ficou até 1980, quando o clube se licenciou.
Ponta-esquerda clássico, não tinha medo de partir pro drible e fazer a jogada de linha de fundo. Tinha também faro de gol, o que foi comprovado em sua cidade natal, onde jogava no futebol amador – foi artilheiro com o Guarani, de Blumenau, com 28 gols.
Antes de chegar no Juventus, defendeu o XV de Outubro, de Indaial. Também jogou no Paysandu, de Brusque e o Baependi. A exemplo de Moa, Aldinho também marcou gol na estréia com o Juventus, mas foi em uma derrota por 2×1 para o Figueirense.
“Resolvi ficar em Jaraguá do Sul porque encontrei a pessoa que hoje é minha esposa, que me motivou ainda mais a ficar aqui”, disse o ex-jogador. Hoje Aldo trabalha com entrega em uma fábrica de etiquetas.

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Henrique Porto -
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